Dono de uma extensa bibliografia, Stephen King é um dos autores mais adaptados do cinema e da televisão.
Ainda assim, apesar da variedade de sua obra, algumas de suas histórias continuam ganhando novas versões — e uma delas voltará às telas em breve.
Após o universo de “It: A Coisa” (1986) ter sido recentemente ampliado com uma série que serve como prelúdio para a história que todos conhecemos, agora é “Carrie” (1974) que ganhará mais uma adaptação.
Depois de três filmes (1976, 1999 e 2013), um telefilme (2002) e até mesmo um musical (1988), a história será novamente levada às telas, desta vez no formato de série.
Para dar início à temporada de Halloween, o Prime Video disponibilizará sua versão do romance de King em 7 de outubro de 2026.
Composta por oito episódios, a série será protagonizada pela atriz canadense Summer H. Howell, que dará vida a Carrie, enquanto Samantha Sloyan (“Missa da Meia-Noite”) interpretará sua mãe, Margaret White.
Mike Flanagan, responsável por “A Maldição da Residência Hill”, atua como showrunner da produção, que levará novamente às telas essa história tão trágica quanto comovente.
Consciente de que estender uma história como essa por oito episódios poderia criar problemas de ritmo e de interesse, Flanagan decidiu se apropriar do universo e introduzir algumas mudanças.
Entre as mais importantes está a reescrita de Margaret White, mãe de Carrie, apresentada desta vez de maneira mais complexa e até um pouco mais compreensível.
No livro de King, a Sra. White aparece como uma fanática religiosa fundamentalista que submete Carrie a abusos psicológicos. Na série, porém, Flanagan quis introduzir uma zona cinzenta na construção da vilã.
“Entrei nesse projeto determinado a não odiar Margaret White. Eu queria compreendê-la. E um dos aspectos importantes é que Margaret não está totalmente errada. Há muitas coisas que ela diz na série com as quais concordo, o que torna nossa relação com ela ainda mais complexa”, declarou Flanagan à Entertainment Weekly.
Samantha Sloyan, que interpreta Margaret White, explica, por sua vez, que existe um abismo entre mãe e filha, colocando o otimismo de Carrie em oposição à paranoia de Margaret.
Nesta versão, as atitudes da Sra. White são vistas por ela própria como uma maneira de proteger Carrie, a quem considera vítima deste mundo, embora nunca consiga enxergar a filha como ela realmente é.
“Ela ama Carrie mais do que qualquer coisa no mundo, mas, como acontece em muitas famílias, mesmo sendo muito próximas, nós não temos a mesma visão de mundo. Ela ama Carrie, mas não a compreende. A reação de Margaret diante do medo, em vez de procurar aprender ou entender, é travar uma verdadeira guerra contra o mundo. Na realidade, Margaret é apenas desconfiança, medo e ódio.”
Será que essas mudanças serão suficientes para despertar novamente o interesse por mais uma adaptação da história? Teremos de esperar até 7 de outubro para descobrir.